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Ídolos da dupla BaVi mostram confiança para domingo

Flávio Gomes em 08 de novembro de 2018 às 15:36

Todo time precisa de um homem gol, um verdadeiro camisa 9 para fazer a alegria do seu torcedor. No clássico BaVi muitos também já fizeram história. Dois deles, baianos de carteirinha e que atuaram em décadas diferentes, estufaram por muitas vezes as redes dos adversários. Detalhe, ambos já vestiram as duas camisas.

 

Ídolo Rubro Negro da década de 70, o ex-atacante André Catimba, formou ao lado de Osni e Mário Sérgio, um dos melhores ataques da história do Vitória, conquistando o Campeonato Baiano de 1972. Quinto maior artilheiro da história do clube, com 90 gols marcados, segundo o líder da Confraria do Esportes e pesquisador do futebol, Fred do Chame-Chame,  André não anda nada contente com a situação atual do seu time de coração. Se preparando para uma cirurgia no joelho (todo craque passa por isso), André concedeu entrevista exclusiva, por telefone, para a Tribuna da Bahia. “Zé Ataíde já dizia, BaVi sem André não é BaVi”, iniciou com a alegria que lhe é costumaz. “Demissão de Carpegiani é difícil de explicar. Isso é coisa administrativa, de fora de campo. Eu acredito que houve algum empurrão para acontecer tal coisa. Em semana de BaVi, na situação que se encontra o time, faltou experiência”, lamentando a demissão do treinador.

 

Apesar da situação, André acredita no triunfo do Rubro Negro. “Estou confiante no Vitória. Estou com Fé para o Vitória sair dessa. O BaVi é um campeonato a parte. O Vitória precisa de 10 a 11 pontos para sair dessa. Vencendo o Bahia, dá mais moral e vou torcer para vencer por 2 a 1”, disse animado.

 

Pelo lado Tricolor, o ex-atacante Marcelo Ramos, sexto maior artilheiro da história do Bahia, com 128 gols marcados, e cria da base do Bahia, Marcelo acredita no favoritismo do Tricolor no clássico de domingo. “Eu acho que o Bahia tem que manter a postura que vem tendo, sua forma de jogar. Na minha opinião Enderson (Moreira) com Luis Fernando (auxiliar técnico) fazem um trabalho muito bom, às vezes questionados por utilizarem três volantes, por estudarem seus adversários. Apesar do favoritismo, não existe essa coisa de entrar em um clássico achando que vai ganhar. O Vitória está em uma situação difícil, tem a pressão da torcida e tem a motivação de vencer o clássico para reverter a situação, já que o BaVi é um campeonato a parte. Mas o Bahia é favorito pois tem jogadores com mais qualidade, com um poder de definição melhor”, comparou.

 

O Bahia vai entrar em campo com a invencibilidade de 10 clássicos sem derrota para o rival, mas Marcelo não credita que estatística ganha jogo. “Ter os números é bom. Mas dentro de campo não influencia muito. Os jogadores sabem que a concentração tem que ter sempre. É um clássico que envolve muita coisa. Quando eu jogava não era influenciado pelos números, tinha que tirar o proveito da situação, como é a do Vitória agora”, comentou.

 

Marcelo aproveitou para agradecer o carinho da torcida do Bahia e aposta em mais um triunfo do Tricolor. “Eu só tenho a agradecer à torcida pelo carinho e pelo reconhecimento. Lutei muito para faze isso acontecer. Não é fácil um cara vir da base e se tornar o sexto maior artilheiro do clube. Torcer que o clássico seja de paz. Que os jogadores entrem para jogar bola. E que o Bahia vença por 1 a 0, com o gol de Zé Rafael, em homenagem ao meu filho Bento, que é fã”, finalizou o craque.

 

 

Foto: Marcelo Ramos (Reginaldo Ypê/Tribuna da Bahia); André Catimba (Glauber Guerra/Bahia Notícias)

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