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O sucesso do Grupo LM

Hilton Silveira em 01 de julho de 2018 às 17:20

Junto ao surgimento do Polo de Camaçari há inúmeras histórias de nascimento de empresas, que se consolidaram com o crescimento do complexo.

 

Foi o caso do Grupo LM, a empresa baiana que hoje tem cerca de 800 funcionários e unidades espalhadas por todo o território nacional. Percebendo o potencial que viria a ser o Polo e apostando no setor de transportes, o empreendedor Luiz Mendonça Filho comprou dois táxis, na década de 1970.

A atividade deu certo e Luiz, junto com o seu sócio na época, chegou a ter 44 carros rodando em Salvador.

“Foi quando percebi que havia um espaço importante para crescer com o surgimento do Polo Petroquímico.Os executivos vinham de São Paulo e queriam carros para ­ ficar rodando com eles o dia todo, indo para Camaçari e retornando para Salvador”, recorda o empresário.

 

Luiz Mendonça decidiu, então, vender tudo para o seu sócio, pegou o dinheiro e ­ financiou os carros para a locadora nova. “A partir daí, o Polo teve um boom. Em 1979, com 29 anos, comprei os primeiros ônibus para transportar o pessoal que trabalhava no Polo e comprei a primeira concessionária de ônibus e caminhão. Mas cheguei à conclusão de que não era ético e nem inteligente vender ônibus e ser, ao mesmo tempo, concorrente do pessoal de ônibus. Então, vendi a parte de ônibus e ­ fiquei como fornecedor dos veículos”, relata o empresário.

 

Surgia aí a LM Frotas, uma empresa de terceirização de frotas corporativas com quase quatro décadas de atividades, ­ girando entre as cinco maiores do país no segmento. O grupo LM engloba outros negócios: a Concessionária Bravo Caminhões e Ônibus e a AuraBrasil, locadora de plataformas aéreas.

 

MIGRANTES - O complexo ainda estava no seu estágio de instalação quando Camaçari começou a receber os primeiros migrantes. Eles vinham, na sua grande maioria, do interior baiano e de outras cidades nordestinas, em busca de melhores condições de vida. Na época, a agricultura iniciava o seu processo de mecanização, o que provocava muito desemprego.

 

Hilton Silveira, empresário

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