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PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES!

Adalberto Cunha em 19 de janeiro de 2018 às 14:33

Considerando como a nossa região, o Nordeste brasileiro, e fazendo um apenso à região Norte com o estado do Pará, desejo muito entender as razões dos fracassos dos nossos clubes de futebol no quesito número de sócios.

 

Muito se fala, pouco se faz e quase nada se prova. Quando tratamos sobre a estrutura de clubes sociais a ser oferecida aos sócios, o discurso é padrão: nordestinos, sobretudo, os baianos, não são adeptos a frequência de clubes sociais. Dispõem das chamadas diversões espontâneas, principalmente as praias.  Desconheço a existência de qualquer estudo cientifico sobre o assunto. Contudo, se houver desde então me penitencio, peço desculpas e desejo conhece-lo.

 

O fato é que os dois baianos, EC BAHIA e EC VITÓRIA, neste quesito, nada oferecem aos sócios, estão no estágio que chamamos literalmente de “zero”.

 

Os três pernambucanos, NAÚTICO, SPORT e STA CRUZ, dispõem sim de estrutura de clube social, sendo que o Sport é detentor da melhor estrutura.

 

Seria também por isso que se destaca como exceção desse processo de fracassados contando hoje com 43.3 mil sócios?

 

Os dois cearenses, FORTALEZA e CEARÁ, do mesmo modo, não dispõem de estrutura de clube social. Têm sedes, mas sem condições operacionais para tal fim.

 

Por fim, os dois paraenses, REMO e PAYSSANDU, a exemplo dos pernambucanos, têm estruturas de clubes sociais para uso de seus sócios.

 

Superado a questão das estruturas físicas de clubes sociais, certamente os componentes do DD (DEPARTAMENTO DE DESCULPAS), trarão a tona outros dados estatísticos como, por exemplo, as questões das rendas per capitas e do número de habitantes por regiões, entre outras.

 

Não seria hipócrita, tampouco burro suficiente para tentar desconhecer tais fatores. Eles existem sim, são reais e bastante destoantes. Contudo, a estatística é uma matéria que, se analisada por viés científico, nos permite enxergar varias derivações e de repente o “bicho” pode não ser tão feio como se pinta.

 

Quando paramos para ver os preços de ingressos cobrados nas outras regiões, os valores das mensalidades de sócios e os descontos concedidos para acesso aos estádios, essa tão falada distância entre elas e a nossa região diminui sobremaneira. Então diriam os bons baianos: “morreu Maria Preá”.

 

Torcedores, precisamos sair da nossa zona de conforto e nos associar aos clubes para os quais torcemos. O caminho da manutenção e, sobretudo, de crescimento passa necessariamente por isso. Nós não estamos fazendo a nossa parte! Aquele discurso de “contrate que a torcida paga” é conversa para ninar “bovino”. Aquele perfil de dirigente milionário e que coloca o seu dinheiro em favor do clube, acabou há muito tempo. Não existe mágica; o mundo é capitalista!

 

Se não há recursos do mesmo modo não haverá time, simples assim. Não existe este negócio de “se vire, dê seus pulos”. O máximo que os dirigentes podem fazer é antecipar receitas via fornecedores ou financiamento bancário. E mais na frente como fica o caixa?

 

Que amor é esse? “Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”. (... Já diria Geraldo Vandré a época da ditadura militar)

 

Dirigentes, os senhores também não estão fazendo o processo acontecer. É preciso focar de verdade neste ponto. É necessária uma revolução neste quadro caótico. Não podemos aceitar passivamente este case de fracassos.

 

Quais são os problemas existentes? Quais são os pontos negativos do processo? Onde podem ser melhorados? Que tipos de chamamentos podemos implementar? Até quando vamos continuar inertes ao insucesso? Acordem torcedores, acordem dirigentes, acorde impressa!

 

Eu, particularmente, não creio que o fracasso esteja fortemente ligado às questões levantadas como falta de clube social para uso pelos sócios, poder aquisitivo da região. Óbvio que esses fatores têm uma representatividade no processo, mas, convenhamos, os preços cobrados para entrada nos quadros de sócios dos clubes ora citados são bem populares e, realmente têm foco específico para a presença nos estádios. Então? Falta amor dos torcedores e massificação dos clubes. Você não tem que ser sócio do seu “clube do coração” visando apenas o ganho pessoal. Este ganho já existe quando você acessa aos jogos com mando de campo dele. Sem contar o clube de vantagens oferecido.  Se ele é o seu clube do coração quaisquer sacrifícios, se for o caso, serão válidos.

 

Adalberto Cunha, empresário

 

Fontes:

 

ftp://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_continua/Renda_domiciliar_per_capita/Renda_domiciliar_per_capita_2016.pdf (CONSULTA 16.01.2018 )

https://ww2.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/ ( Consulta em 16.01.2018 )

https://www.letras.mus.br/geraldo-vandre/46168/ (Consulta em 17.01.2018 )

http://www.esporteclubebahia.com.br/ (consulta em 17.01.2018 )

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http://www.nautico-pe.com.br/ (Consulta em 17.01.2018)

http://www.santacruzpe.com.br/ (consulta em 17.01.2018)

http://www.sportrecife.com.br/ (Consulta em 17.01.2018)

http://www.fortalezaec.net/ (Consulta em 17.01,2018)

http://www.cearasc.com/noticia/tag/%22Site%22# (Consulta em 17.01.2018)

http://www.clubedoremo.com.br/ (Consulta em 17.01.2018)

http://www.paysandu.com.br/home/ (Consulta em 17.01.2018)

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