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A valorizada camisa de Romário

Marão Freitas em 23 de setembro de 2017 às 10:49

Romário foi o "cara" da Copa de 1994 ganha pelo Brasil nos Estados Unidos. Antes de viajar para fazer a cobertura, comprei algumas camisas da Seleção Brasileira na Casa Pelota, do meu amigo Hélio Carvalho, e levei na minha bagagem. Num dos dias de folga, decidimos dar umas voltas por um Shopping Center de Dallas, onde a nossa equipe ( rádios Excelsior e Sociedade de Feira de Santana ) estava sediada.

Lembro que estava ao lado de Ivanildo Fontes e Nilton Batista. Naquela época, ainda tinha orgulho de ser brasileiro e vestí uma camisa do "baixinho". De repente, num dos corredores do shopping, encontramos uma família mexicana que tinha ido aos Estados Unidos para assistir a Copa do Mundo.

Um garotinho de aproximadamente 6 anos, me viu com a camisa de Romário e mostrou ao pai.

- Papá, papá, Romário, Romário. Eu quiero, quiero. E começou a chorar, indicando que queria uma camisa igual.

O mexicaninho não parava de chorar. O pai dele, então, se dirigiu a mim perguntando onde eu comprei. Disse-lhe que trouxe do Brasil e era difícil encontrar por lá.

- Quanto vale ? Pago para dar ao meu filho.

- Espera um pouco. Respondí.

Chamei Ivanildo de lado e falei.

- E aí, Fontes. Vou vender esta camisa. Quanto devo pedir ?  Chegamos a uma conclusão de que 100 dólares estava de bom tamanho.

- Tudo bem . Você me paga 100 dólares e lhe dou a a camisa. Mas tem um problema: como vou voltar para o hotel ? Não tenho outra aqui para vestir.

- Isso não és problema. Entra em qualquer loja e escolhe uma que compro e  lhe dou.

Ok. Tudo bem, então.

Caminhamos um pouco, entrei numa loja e escolhi uma camisa. Até que fui modesto, pois  tinha de escolher uma mais cara. Decidí por uma de 45 dólares. Entrei no provador, vestí a nova camisa e entreguei ao mexicano a camisa de Romário. A criança não se conteve de alegria.

- Papá, papá, agora eu sou Romário.

E saiu todo alegre com os pais e irmãos. E eu voltei para o hotel com uma camisa nova e 100 dólares no bolso. Não deixei de fazer um bom negócio.

 

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