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Jorge Sanmartin, uma legenda do rádio

Mário Freitas em 06 de março de 2017 às 00:00

Para muitos, Supersan, para outros, a enciclopédia do rádio brasileiro. Mas, ele é Jorge Sanmartin.

Neste papo descontraído, ele conta sua história e a sua vida.

Conheça um pouco mais do Jorge Santos Sanmartin.

Mário Freitas (MF) – San, quando começou a carreira?

Jorge Sanmartim (JS) – Foi em 1966, quando o Leônico foi campeão baiano.

MF – E começou como?

JS – Fui fazer um teste na Rádio Cultura. Pedro Souza era o chefe da equipe esportiva. Foi no dia 1º de fevereiro. Ele me pediu para voltar um mês depois. Um mês depois, voltei. Quem me atendeu e me encaminhou a ele foi Jorge Fahel, que era da Rádio Bahia. A Rádio Bahia e a Rádio Cultura funcionavam no mesmo lugar. Do lado do Palácio Episcopal, no Campo Grande.

MF – E depois?

JS Aí, fiz o teste lá e fui aprovado.  Permaneci na Rádio Cultura.  Logo depois, José Ataíde chegou, tinha feito arrendamento da rádio e a equipe foi montada. Fiquei no plantão esportivo.

MF – E a sequência da  carreira?

JS – Depois fui para a Rádio Cruzeiro com o próprio José Ataíde. Fiquei no plantão esportivo com o Solon Campos, que hoje não sei por onde anda. Eu queria ser repórter, comecei a ouvir profissionais como, Lucas Mendes, Roberto Silva, Deni Menezes, Washington Rodrigues e outros. Foi então que surgiu uma oportunidade para trabalhar na Rádio Cultura de Feira de Santana, que tinha sido arrendada, e muita gente daqui de Salvador, foi para lá. Isaías Santos, Nilton Spínola Cardoso, Osvaldo Barreto, Gáspari Sarraceno. Eu comecei a me destacar, até que Edmundo Carvalho me ouviu trabalhando e me levou para a Rádio Sociedade de Feira.

MF – Edmundo Carvalho, pai de Edmundo Filho? O grande Papá?

JS – Sim. Ele trabalhava na Rádio Sociedade de Feira, que era a mais organizada emissora do interior da Bahia. Tinha duas ondas curtas, uma de 31 e outra de 60 metros, e era ouvida no Brasil todo. Trabalhei por lá, até que num jogo Bahia X Fluminense, Genésio Ramos, que era da Rádio Sociedade da Bahia, precisou de um repórter, pois o dele não foi.  Ele pediu a Edmundo Carvalho e Dílson Barbosa, que trabalhavam nesta equipe, para indicar alguma pessoa que pudesse quebrar o galho dele. Edmundo disse: “Tem este rapaz que é de Salvador”. Genésio conversou comigo e perguntou se eu podia fazer o trabalho para ele. Respondi: “Posso”. Genésio, então, disse. “OK. Você será o meu repórter no jogo”. Eu trabalhei direitinho e quando terminou a transmissão, Genésio me chamou e falou: “Você quer ir para Salvador, trabalhar na Rádio Sociedade?" Disse: Quero. Assim, vim trabalhar na Rádio Sociedade e fiquei de 1968 até o final de 1969.

MF – Qual era a equipe?

JS Tive oportunidade de trabalhar com Djalma Costa Lino, Gouveia Filho, o próprio Genésio, Virgílio Elísio, Martinho Lélis, Cristóvão Rodrigues, Cid Jorge, Aloísio Lago, Eurico Tavares, que estava começando, fazendo estatística, e Carmelito Almeida, este no plantão. Mais tarde, eu estava fazendo vestibular e a Rádio Sociedade cortando profissionais. Como eu precisava da indenização, para custear meus estudos, fiz um acordo e saí. Algum tempo depois, fui trabalhar na Rádio Excelsior, daí por diante você sabe minha história. Cheguei por lá,em 1970, fiz aquele período do Robertão, em que o Bahia foi jogar em Aracaju. Eu revezava com Ênio Carvalho, éramos os repórteres e fizemos jogos no Batistão, com o nosso famoso “Galinho”, o Fernando José, sempre lembrado, Nilton Nogueira, Souza Durão, Gerson Macedo. Esta era uma equipe muito boa. Pedro Cesar era o plantonista.

MF – Você fez televisão também, não foi?

JS – Na TV Itapoan, mas foi por muito tempo depois, porque eu estava na Faculdade de   Filosofia. Hoje, sou licenciado em História. Jorge Calmon era meu professor de História da América e Luiz Henrique Tavares, História da Bahia. Jorge Calmon então, me levou para o Jornal A Tarde, o top da época.  Fui para editoria de esporte.

MF – Você lembra o ano, San?

JS – Foi em 1971. Trabalhei três vezes no jornal A Tarde, no total 14 anos, entre idas e vindas. Em seguida, fui para a Tribuna da Bahia, quando tive oportunidade de trabalhar com João Ubaldo Ribeiro. Também tive uma rápida passagem pelo DN (Diário de Notícias). quando ainda estava na Rádio Sociedade. Tinha, também, o Estado da Bahia, outro Jornal Associado, mas não trabalhei por lá. Quem trabalhou foi Djalma Costa Lino e Ivan Pedro. Os dois eram, também,  da equipe esportiva da Rádio Sociedade.

MF – O que você fazia neste período na Rádio Sociedade?

JS – Na Sociedade, fui tudo. Nos anos 60, fui disk jóquei. Fazia um programa que tinha muita audiência, chamado Bahia Hit parede, uma parada musical aos domingos, começando às 11 horas indo até a hora do futebol, quando entrava Eurico Tavares, com o Esperando o Futebol. Trabalhei com Cláudio Tavares (Diretor Geral), irmão de Odorico Tavares. E outros profissionais que ajudaram a me dar uma base.

MF – San, atualmente você comenta na TVE?

JS – Sim. Sou comentarista da TVE.  Já estou andando para quase 10 anos por lá. Inicialmente, fui convidado por Iansey Cerqueira e Cíntia Campos. Ela me conhecia da Tribuna da Bahia. Seis comentaristas foram para lá: Eliseu Godoi, Ronaldo Passos, Léo Oliveira, Paulo Cerqueira, eu e Emerson Ferreti. Fazíamos o Cartão Verde, mas com um formato diferente. Eram dois comentaristas. Semana eu ia, outra Eliseu ia, com Ronaldo, outra Emerson. Havia um revezamento entre nós. Até que o Governador, Jacques Wagner, resolveu suspender os contratos. Nós saímos, mas por um período pequeno, logo depois voltamos. Desta vez, como prestador de serviço onde estou até hoje.

MF – San, futebol, claro, é a sua diversão predileta. E além do futebol?

JS – Bem, gosto muito de música, aliás, até estudei música. Com uns 16 para 17 anos, toquei teclado na noite, na Eco. Precisei de uma autorização, do Juizado de Menores e guardo até hoje. Foi um período bom, conheci muita gente boa: Toninho Lacerda (irmão de Carlos Lacerda), músicos consagrados como Tabaréu, Aurino, João da Matança, Codó, Cacau do Pandeiro. Este pessoal todo que tocava nas rádios e a noite em vários circuitos, em vários locais.

MF – Qual o cantor e cantora que mais lhe agradam?

JS – Sempre gostei muito de MPB. Fui criado ouvindo gente do nível de João Gilberto. Sempre gostei de Bossa Nova, de Toquinho. Admirava Tom Jobim, Vinicius de Morais. Grandes cantoras que tive oportunidades de ouvir. Hoje ainda sou fã de Marisa Monte, Rosa Passos e outras. Gosto também de música internacional: George Michael, Frank Sinatra. Gosto da boa música.

MF – Ivete ou Daniela?

JS – Ivete. Ela é uma cantora com muitos recursos. Ela canta tudo, canta brega, MPB, músicas de carnaval. É diferenciada.

MF – Tatau ou compadre Washington?

JS – Não tem nem comparação: Tatau. Sou fã de Tatau. Gostava muito de Netinho, admiro Gil,   Caetano, o pessoal da Tropicália. Gosto muito de Gal, ela é fantástica, a voz dela é um  instrumento. Ainda é uma grande cantora.

MF – Usa perfume, San?

JS – Uso.

MF – Tem predileção?

JS Usei muito tempo perfumes da linha Azarro, Hoje uso perfumes da linha Boticário, prestígio o perfume nacional.

MF – E o prato preferido. Aquele que você cai matando?

JS Gosto, como você gosta, de camarão.  Gosto de mariscos, frutos do mar. Um peixinho bem feito, uma moqueca, mexilhão, aratu e outros. Claro que aprecio um cozido e uma feijoada, mas preferencialmente frutos do mar.

MF – San, já sofreu alguma traição?

JS Não. Veja bem, acho que na vida a gente tem de tirar ensinamentos. Deus tem sido muito bom comigo. Digo sempre que ele me deu mais do que mereço, até porque Ele sempre estendeu a mão sobre mim. Estive seriamente adoentado, saí numa boa, estou aqui, aos 68 anos.

MF – Você diz o que teve, San?

JS – Claro. Tive um enfarto agudo no miocárdio, edema pulmonar agudo, uma trombose e uma distimia cerebral, tendinite. Fiquei 42 dias hospitalizado, 21 em coma e praticamente desenganado pelos médicos. Mas, a mão de Deus foi estendida sobre mim. E ELE me deu forças, me deu vitalidade e voltei. Fiquei durante 6 meses, fazendo reabilitação física, trabalhando numa clínica aqui no Costa Azul. Comecei a fazer fisioterapia, lá no hospital. Imaginei que pudesse ficar numa cadeira de rodas, usei andador e tudo, mas Deus foi bom demais comigo.

MF – As orações dos seus amigos ajudaram, também e os que lhe consideram, né?

JS – Um bom plano de saúde, a competência médica e a energia dos amigos e a de Deus em primeiro lugar. Tudo foi importante, sim. Até porque, algumas pessoas disseram que eu tinha morrido. Agradeço aos companheiros, que fizeram preces, aqueles que foram me visitar, você mesmo foi lá, e quem me  via não acreditava. Perdi 43 quilos, fiquei esquálido. Quando olhava no espelho eu dizia. "Isto não sou eu". Tive de fazer musculação, dali por diante, foi uma jornada. Fiz hidroginástica. Hoje, de segunda a sexta, vou para a academia, trabalho uma hora até uma hora e meia. Faço uma dieta balanceada. Cheguei a pesar 123 quilos e fui manequim 54, hoje eu sou 44 e peso de 82 a 83 quilos.

MF – Você jogou bola?

JS – Joguei.

MF – Jogava de quê? Você era bom jogador?

JS – Eu quebrava o galho. Tive um irmão que jogou futebol, foi goleiro. Meu irmão, compadre e padrinho, porque meu pai era espanhol, eu, o sexto dos irmãos. Na Espanha, como nos países árabes, existe o costume do filho mais velho batizar o caçula, como não tive irmãs, meu irmão me batizou.

MF – Ele jogou onde?

JS – No Vitória. Salvador era o goleiro titular. E na época, ainda tinha Albertino e Zé Carlos. Mas ele era amador. Logo depois fez concurso para o IAPI, hoje INSS (Previdência), ficou por lá, e logo depois parou com o futebol. Aliás, foi ele quem me iniciou, quando me levou pela primeira vez pra ver um BA X VI, na Fonte Nova, no dia 09 de março de 1958. E vi o Vitória massacrar o Bahia por 4 X 0, dois gols de Enaldo e dois de Teotônio.

MF – San, muita gente na crônica diz que é Galícia, que é Ipiranga. Você assume seu time aqui na Bahia?

JS – Sou torcedor do Vitória, e a maior prova que posso dar de isenção é que  cobri o Bahia por 18 anos, e nunca vesti a camisa do Vitória, por lá. As minhas melhores amizades estão no Bahia. Se você trabalha certo, independe de clube que você tenha preferência. Não confundo. Não faço oba, oba pra ninguém; nem pra Bahia, nem prá Vitória. Não gosto de tietar dirigente, nem jogador de futebol. Quero sempre deles o respeito. Faço críticas esportivas, quando preciso fazer. Na época em que eu cobria o Bahia, Paulo Maracajá, Osório Vilas Boas e outros, que tive oportunidade de conviver, diziam que gostavam muito da minha isenção, que eu não me envolvia emocionalmente com clubes. Os caras que muitas vezes se envolvem, viram conselheiros.  Nunca quis ser conselheiro, não sou nem sócio do Vitória. Assisto os jogos do Vitória, no Barradão, todo mundo sabe. Quando vou para Pituaçu também. E a torcida do Bahia me respeita muito, já que meus maiores amigos estão no ambiente tricolor. Tem gente do Vitória que não gosta muito de mim e acha que sou muito ácido nas críticas.

MF – Super San, pedi a você o nome de um grande jogador de futebol, é pouco. Mas antes, responda: você jogava em que posição?

JS – Eu jogava de 4º zagueiro.

MF – Dava muito pau?

JS – Não. Era zagueiro técnico, tive uma técnica razoável, o que motivou para deixar de jogar bola, é que, jogando uma pelada, na praia de Areia Branca, quebrei meu pé.

MF – Onde é Areia Branca?

JS – Em Ondina, próxima ao restaurante Pedra da Sereia. Jogava minhas peladinhas ali, e às vezes no Antônio Vieira, com os meninos, os contemporâneos da minha época. Nunca fui fenômeno, mas era um cara útil, não fazia feio não.

MF – Cite um grande jogador ao longo da sua carreira. Repetindo, como sei que um é pouco. Então, diga o nome de três.

JS – O maior ídolo que tive foi Nelinho, quarto zagueiro do Vitória, daquele time fantástico: Albertino, Valvir e Elói. Pinguela, Nelinho e Boquinha.  Enaldo, Teotônio, Matos e Salvador. Quando vi aquela dupla de zaga, Elói, pela técnica, e Nelinho que era um jogador, fantástico. Foi uma marca da minha infância. Não dava uma porrada, saia liso. E era um jogador de uma saúde fantástica. Dizia sempre a ele: “Você é meu ídolo. Você me fez admirar o futebol”. Teotônio era um jogador baixinho que infernizava as defesas adversárias. Saiu do Vitória, foi para o Vasco. Ainda está vivo. Morava em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Enaldo Rodrigues, era outro cara que admirava muito. Desse time, salvo engano, tem pouca gente viva. Acho que só Samuel Matos, que mora na Barra, joga sempre peteca por lá, na praia, e é advogado. Salvador morreu. Lia, não sei. Albertino, foi viver no México, não sei se é vivo. Os outros, quase todos morreram e não tenho notícias.

MF – Você conhece rádio como poucos. Cite os melhores: comentarista, narrador, repórter, plantonista. Aqueles que mais lhe agradaram.

JS – Na Bahia?

MF – Sim

JS – Comentarista: Armando Oliveira.

Narrador:  Fernando José, maior talento, profissional completo, e Silvio Mendes. Este muito criativo.

Repórter: Martinho Lélis, sempre furão. Cristóvão Rodrigues e José Roberto (hoje fisioterapeuta).

Plantonista:  Carmelito Almeida e Pedro César

MF – E em nível nacional?

JS – Narrador:  Jorge Curi

Comentaristas: Vou citar três: Mário Morais, Ávila Machado e Rui Porto.

Repórter: Vários excelentes: Deni Menezes, Washington, Kleber Leite, Ronaldo Castro e Eraldo Leite

MF – Um resumo: o rádio de ontem e o rádio de hoje?

JS – França Teixeira: um divisor de águas em matéria do rádio da Bahia. Um precursor do movimento de mudança na sociedade do Brasil. Foi um período de revolução dos costumes no País, com a tropicália, a independência da mulher, nos anos 70, uso da pílula, período de ebulição. Muita coisa abrindo. E França foi um precursor desse movimento. No rádio, ele mudou o formato. Quando nós entramos, eu e você, dois locutores liam os programas esportivos. Eu fiz a grande parada esportiva, na Rádio Sociedade, com Djalma Costa Lino e Pitágoras Santos. Grande sacada nos anos 60 da Rádio Sociedade, que cobria todos os clubes do campeonato baiano.

MF – E as mudanças?

JS – O rádio hoje mudou porque, assuntos não esportivos, entram no dia a dia e o cara, muitas vezes, chega sem estar preparado, não sabe nem como começar. Às vezes, entram no estúdio, diz assim: “Qual é o assunto importante?” Quem ancora um programa tem de estar atualizado, lendo internet, jornal. Procuro fazer isto e sempre fiz. Criei um estilo profissional e era muito gozado: nunca confiei na memória, apesar de tê-la muito boa. Tinha tudo organizado. Nas jornadas esportivas, que começavam às 13 horas, não ficava enchendo linguiça, era objetivo, preparava matéria, reportagens e fui gozado por colegas que chegavam no estádio sem ter um papel. Isto incomodava um pouco. Os caras achavam que eu tinha mania de perfeição. Quando Alfredo Raimundo assumiu a Rádio Sociedade, mandou fazer uma pesquisa no IBOPE, para ver o repórter mais ouvido e de mais credibilidade. E deu San Martin em primeiro lugar. Tanto que, na época que fui conversar com Pedro Irujo, ele disse: “Não quero saber quanto você ganha. Eu pago três vezes mais.” Fiquei doido.

MF – E você trabalhava onde nesta época?

JS Na Rádio Excelsior da Bahia.  Wilson Menezes não queria que eu saísse. Foi uma luta, mas saí numa boa. Fui para a Sociedade, tive grandes momentos, de 81 a 87. Mais tarde, resolvi que viver só de rádio não dava. Abri uma lanchonete, que me deu uma base, conheci novas pessoas. Vivi em outro ambiente, me preparei. Nesta época me casei, tenho uma grande companheira, que está comigo até hoje, Janilda (Jane) e a minha vida seguiu em frente.

MF – Para fechar, San. Você trabalhou em outras rádios, além das que você citou, né?

JS – Sim. Trabalhei na Rádio Clube, na Excelsior, com você, na Metrópole, na Salvador FM, na Transamérica. O rádio sempre foi minha cachaça. Quando fui para a Salvador FM, Pedro Irujo mandou me chamar para voltar, para colocar a CBN no ar. Era um conceito novo de rádio notícia, trazido dos Estados Unidos. Conheci Laerte Rimoli, Jorge Guilherme, pessoas que faziam um rádio diferente. Montamos a terceira CBN no Brasil. A primeira foi a Rádio Mundial do Rio de Janeiro, e a segunda, a Rádio Excelsior de São Paulo. Aí tivemos CBN Bahia, que virou Rádio Novo Tempo, que tem o canal AM 920. O pessoal da Cristal, sabendo que eu tinha colocado uma rádio no ar, em tempo recorde, me chamou.  Fui procurado por Gerson Gabriele, Rui Andrade, Luiz Gonzaga Andrade e aí botamos a Rádio Cristal no ar, AM-1350, já com a programação da Jovem Pan Sat. Em São Paulo, fiz uma seleção de profissionais, que hoje estão brilhando pelo país e aqui mesmo na Bahia. Muitos passaram pelas minhas mãos.

MF – San, amigo, muito obrigado.

JS – O agradecimento é meu. Boa sorte, com o novo site, Em Cima do Lance vai ser sucesso.  

 

NR : O jogador Lia, ex Vitória, citado por Sanmantin, é vivo e mora em Aracaju. Tem a saúde debilitada e mora com uma irmã.

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