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O estranho Paulo Amaral

Mário Freitas em 07 de agosto de 2017 às 13:58

Alguns torcedores não sabem que, antes do Fazendão, o Bahia treinava na Fazendinha, no bairro do Costa Azul.

Certa vez, fui escalado para cobrir o coletivo, na época, chamado coletivo apronto. Estava conversando com o médico Luís Carlos Menezes, o famoso Dr. Lapão, e o seu falecido colega, Luís Carlos Uzeda. Paulo Amaral passou, nos viu e nos convidou para ir ao seu quarto. Conversa vai, conversa vem, de repente, o técnico se levanta da cadeira e aos gritos se dirige a mim:    

 

- É por isso que dizem que nós treinadores somos mal educados e queremos agredir repórteres. Eu lhe dou permissão para entrar nos meus "aposentos" e você fica olhando o livro que estou lendo para divulgar no seu programa.    

 

De repente, um silêncio generalizado. Eu, Lapão e Uzêda não entendíamos nada. Em nenhum momento, olhei para o livro que estava em cima do cama dele, e o papo estava até agradável sobre futebol.

 

"Pronto, pode começar a entrevista". Falou em voz alta. Todo sem jeito, nervoso, e com receio de outra reação intempestiva, fui rápido nas perguntas e voltei para a sede da Rádio Excelsior, na Praça da Sé.

 

Foto: site terceiro tempo

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